2011: tristezas e conquistas
Só de estar vivo, já é motivo importante para se comemorar. 2011 já é passado, mas nem por isso deve ser esquecido. Passado é assim: se foi bom, é para ser revivido, e se não foi, deve servir de ensinamento, afinal, nossa vida é um eterno aprendizado.
Para nós, 2011 foi um ano de altos e baixos, onde obtivemos conquistas, amargamos derrotas, mas não deitamos com a carga. O ano não começou bem, pois veio sobrecarregado de créditos não honrados por duas temporadas, e dívidas que tivemos de enfrentar, sem deixar que elas interferissem em nossa missão de levar informações aos nossos ouvintes e leitores.
Paralelamente, também vivemos a mesma angústia de todos setor empresarial no Tocantins: uma recessão econômica brava. Ações político-administrativas do Governo do estado, mal planejadas, acabaram por provocar um reflexo direto em toda comunidade, e, posteriormente, ao próprio Governo. Para fechar as folhas de pagamento,no fim do ano, teve de recorrer aos bancos, para fazer antecipação de receita.
O Decretaço que colocou 20 mil famílias no olho da rua, provocou, além de pânico no comércio, uma senhora redução de consumo. A recusa de pagar dívidas de Governos anteriores sem o deságio da "caixinha", e o atraso na aprovação do Orçamento, agravou ainda mais . É claro que o Governo estava tentando acertar, mas errou. E o recado veio da pior forma possível: nos cofres.
Decididamente, o que foi bom para o estado de Minas Gerais, foi ruim para o Tocantins: o choque de gestão. Aquí, o choque provocou um curto-circuito na econômia curraleira, impedindo a continuidade do crescimento dos últimos 10 anos. Os números do IBGE, do Ipéia e do Banco Central, revelaram que o Tocantins cresceu acima da média nacional. Isto prova o equívoco cometido,pelo Governo, achando que tudo estava sendo conduzio de forma errada.
O bom é que nem tudo está perdido. Siqueira está apenas no primeiro ano de Governo, ainda tem tempo para rever as falhas e apertar o cinturão onde as coisas aconteceram positivamente.
Para quem chegou ao poder pregando moralização, combate a corrupção e redução nos preços da gasolina, da água e da energia, a missão ainda está quase toda pela frente. A destinação de obras e serviços para os colaboradores de campanha, sem o menor cuidado com licitação, não é algo de quem deseja o combate a corrupção.
Anibal Crosara(leia-se Emsa) antigo parceiro de grandes jornadas, vendeu a Saneatins para o grupo Norberto Odebrech, sem dar, sequer, um telefonema de aviso das negociações . O grupo comprador fez o mesmo. O grupo Rede, acaba de vender a Celtins para a CPFLR, de São Paulo. Jorge Queiroz, outro grande amigo, também não deu a mínima satisfação.
Ao contrário de que alguns politiqueiros pensam, isto não é nenhuma provocação ou desprezo ao governante, principalmente à figura política de José Wilson Siqueira Campos. É um retrato do crescimento econômico e social do Tocantins. O estado completou 22 anos e começa a andar com os seus próprios pés. É o reflexo do muito que se fez, em apenas duas décadas.
A realidade nua e crua, é que o Governo continua sendo importante como agente provocador e promotor de desenvolvimento, mas não é mais o poder totalitário. O Governo terceirizou tudo, parou as obras e comprou tudo de fora. Bem ou mal, a maioria absoluta do setor empresarial, sobreviveu.
É, pois é. É isso aí.
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Última atualização (Seg, 02 de Janeiro de 2012 08:36)





