Buscar Notícias:Palmas, 18 de Maio de 2013.

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Deu elefante

O Recurso Contra expedição de Diploma-Rced- é uma artimanha para que a Justiça justifique a sua própria incompetência. Desde a confecção e expedição do título eleitoral, até a apuração das urnas, é a Justiça que faz todo serviço. Depois que faz tudo, a própria Justiça diz que a eleição não valeu?

 

A Justiça colocada à prova

Salomão Wenceslau - A partir do momento em que a Justiça está sob olhares suspeitos da sociedade, é sinal de que algo está caminhando de forma errada. O Judiciário é mantido pelo povo, para que seja dele, o esteio e o espelho. E se o que está refletindo gera dúvidas, a sociedade perde a segurança que busca em seu esteio.

 

O Príncipe e os Plebeus

Discursos inflamados, ataques e contra-ataques descortinaram um novo cenário político para os próximos dias no Tocantins. No momento em que o Governo tenta reunir forças políticas para criar um cenário positivo e enfrentar o Rced, os seus aliados do PT e do PMDB promovem uma debandada geral.

 

Ficou barato

Não era o que se esperava do posicionamento dos Deputados, mas justiça seja feita: o Governo agiu politicamente rápido e apagou um "foguinho" que poderia se transformar num incêndio de proporções incalculáveis. Estou me referindo à lambança administrativa e a promiscuidade do Governo na relação com o Tribunal de Contas do Estado- TCE.

 

O público e o amoral

O Estado do Tocantins vive um momento delicado do ponto de vista políticoe legal. Cinco desembargadores afastados, um Rced contra o Governador SiqueiraCampos, dois ex-governadores com direitos políticos cassados e um Tribunal de Contassob suspeição.
Como se isso não fosse o suficiente, nos últimos dias estouraram mais dois fatosque, no mínimo, aumentam ainda mais a suspeição sobre a conduta de dois dirigentespúblicos de alta grandeza: o presidente do Tribunal de Contas do Estado-TCE-,conselheiro Wagner Praxedes e o prefeito de Palmas, Carlos Amastha.
A relação promíscua entre o Governo e o TCE já tem recibo, papel timbrado etudo. Não há mais o que se discutir sobre isso. No momento em que a secretária deCultura, Kátia Rocha, fez a devolução do dinheiro, assumiu publicamente e oficialmenteque havia cometido o erro. Devolveu dinheiro de um show realizado no ano passado, napousada do presidente do TCE, em Araguatins. Não interessa o valor e nem o ano. Fezo que não podia. E confessou. A devolução do dinheiro é um reparo financeiro, mas nãocorrige a imoralidade praticada.
E também ficou claro que, se não houvesse a denúncia da nova contratação deshow, este ano, a farra iria continuar. Agora, vem cá: quem sou eu, um pobre escriba,para ensinar o que é proibido e o que é permitido para o presidente do Tribunal deContas e o Governador do Estado? Siqueira Campos está no seu quarto mandato deGovernador do Tocantins, e se elegeu cinco vezes para deputado federal em Goiás. EWagner Praxedes é presidente do TCE.
Os dois sabem muito bem o que fizeram. E por não se tratar de uma única vez,não cabem desculpas de que são coisas de assessores ou parentes. Todo mundo noTocantins sabe perfeitamente que a secretária de Cultura, Kátia Rocha, não dá um passosem autorização de Siqueira. E da mesma forma, a dona Sebastiana, em relação aoirmão, Wagner Praxedes.
Mas vem aí a pergunta: o que leva duas pessoas de notório conhecimento jurídicoe reconhecimento público, se envolverem com uma porcaria dessa? Será a ganância?Ou a certeza da impunidade? Ou ainda, o que é pior: um capricho para demonstração depoder?
Dinheiro, tanto Wagner quanto Siqueira não precisa. Um tem cargo vitalícioe outro já é aposentado. Seja lá por qual motivo for, o Tocantins acaba tendo o seunome jogado na lama. E os tocantinenses também. E aí, pergunto: como o TCE vaijulgar as contas do governador Siqueira Campos? De agora em diante, elas podemestar corretíssimas, mas os julgamentos virão tingidos pela marca da imoralidade, dapromiscuidade.
E ainda: como o povo, o verdadeiro patrão e pagador das contas, vai encarar ospareceres do TCE sobre as contas dos ex-governadores do PMDB, Marcelo Miranda eCarlos Gaguim? Ah, vale lembrá-los que o povo puniu, nas urnas, o então governadorCarlos Gaguim, por causa de um "show de bola" num hotel de São Paulo. E agora,como o povo vai reagir com os "shows de Araguatins"?
E diga-se também, como lembrança, que Wagner Praxedes não é primário nestasquestões de negociações com o Governo. Existe, inclusive, processo em Brasília, onde
está em julgamento a sua conduta, por aluguéis de imóveis de sua propriedade aoGoverno do Estado. Qualquer semelhança entre o governador do Estado da época, como atual, pode não ser "mera coincidência".
O outro episódio da mesma natureza envolve o "paladino da moralidade" quevenceu as eleições de 2012 em Palmas. O empresário Carlos Amastha (PP), conhecidona campanha como "o Outro", aquele que veio para fazer tudo certo, tudo diferente dos"mesmos", a quem criticava sem dó e nem piedade.
Amastha criticou as contratações sem licitações, os loteamentos de cargospúblicos e prometeu dar fim aos problemas do transporte urbano de Palmas, começandopor rever as concessões dadas pela Prefeitura às empresas de ônibus. Tudo bem que estácom apenas 100 dias de mandato. Pouco tempo para se fazer muito, porém, o suficientepara saber que o "Outro" já faz parte dos "mesmos".
Antes de assumir, contratou o Carnaval com uma empresa de shows que aindanão existia. A empresa foi constituída depois. E agora se recusa fazer a prestação decontas dos gastos do Carnaval, coisa que ele tanto cobrava dos "mesmos". E a promessade rever as concessões do transporte coletivo caiu no esquecimento.
E para surpresa geral, Amastha está virando inquilino do dono da maior empresade ônibus de Palmas, a Miracema. Contratou, sem licitação, o prédio de propriedadeda Miracema, na Avenida JK, no centro de Palmas. Disse, e ainda não provou, que vaifazer uma economia na ordem de R$ 900 mil por ano.
Amastha quer concentrar todo eixo administrativo municipal em um só lugar.Isto é bom. Só que o Toninho da Miracema não é o único dono de prédio em Palmas.A cidade, onde Amastha é prefeito, tem vários outros prédios, também centrais, quepoderiam, ao menos, serem lembrados. O correto e de acordo com suas pregações, é alicitação, a concorrência pública, livre e transparente.
O que se comenta na rua é que essa mudança faz parte de um acerto de contaspara o aumento das passagens de ônibus, encaminhados para o meio do ano. Temgente que já vai mais longe: que Carlos Amatha comprou parte das ações da empresaMiracema. Sinceramente, eu não acredito. Porém, se olharmos para trás, veremos queos "mesmos", a quem ele tanto criticou por muito menos, também ficaram sócios deoutras tantas empresas.
Carlos Amastha sempre considerou o prédio da Prefeitura como "feio". Isso ésubjetivo. O que podemos dizer é que foi de lá, do mesmo lugar, que Fenelon Barbosa,Eduardo Siqueira, Odir Rocha, Nilmar Ruiz e Raul Filho comandaram Palmas, efizeram esta cidade bonita.
Nada contra o prefeito Carlos Amastha desejar um lugar bonito. Porém, que oescolha corretamente, até para que ele próprio não fique "feio" na foto. Na condição deinquilino do expresso Miracema, como o prefeito vai agir nas discussões dos reajustesdas passagens de ônibus? Não tem jeito, o povo sempre vai observá-lo como suspeito nahistória. Essa é a diferença do legal, do moral e do amoral.
É como se dizia na velha Roma: à mulher de César (o Imperador ) não basta serhonesta. Tem que ser, e parecer!
É, pois é. É isso aí.

 

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O Estado do Tocantins vive um momento delicado do ponto de vista políticoe legal. Cinco desembargadores afastados, um Rced contra o Governador SiqueiraCampos, dois ex-governadores com direitos políticos cassados e um Tribunal de Contassob suspeição.

 

O Governo, a imprensa e seus papéis

A história da imprensa e o seu papel na criação do Estado do Tocantins, remontam os anos de 1.800 e as publicações dos manifestos populares passam por Trajano Coelho Neto e o seu Ecos do Tocantins, os panfletos de Lysias Rodrigues, Feliciano Machado Braga e chegam até Otávio Barros.

 
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