Explicações difíceis. E urgentes!

A candidata do PR a prefeita de Palmas, deputada estadual Luana Ribeiro, mudou a programação de sua campanha na tentativa de contornar obstáculos fortes que já sabe, vai encontrar pela frente em suas caminhadas.
Luana é candidata que tem Pai-trocínio e padrinho eleitoral. Seu pai, o senador João Ribeiro(PR) ganhou fama de endinheirado e vai bancar a campanha da filha. E o principal padrinho eleitoral de Luana é o atual prefeito de Palmas, Raul Filho, do Partido dos Trabalhadores, o PT.
As pesquisas de opinião pública já apontavam um grande desgaste do prefeito Raul Filho com a população. Algo na casa dos 70%. Raul ensaiou uma reação com ações de ordem administrativas, mas acabou sendo bombardeado com a divulgação de vídeo, em nível nacional, onde ele aparece oferecendo vantagens em Palmas, em troca de dinheiro para campanha. Negócio com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
E na semana passada, o "padrinho" de Luana sofreu outro duro golpe: o negócio do lixo. A pedido do Ministério Público, a Justiça suspendeu o contrato de coleta de lixo de Palmas, celebrado entre a Prefeitura e a Delta/ Carlinhos Cachoeira. Luana está sob fogo cruzado na sua equipe de campanha: aparece ou não ao lado de Raul Filho na campanha?
Raul vai dar ou vai tirar votos de Luana Ribeiro? A coordenação da campanha para fazer o tira-dúvidas que está intrigando o staff principal, encomendou três pesquisas diferentes para analisar o mesmo caso. Desembarcaram em Palmas, semana passada, empresas de pesquisas renomadas de Goiânia, Brasília e Rio de Janeiro. A atitude deixou o "padrinho" numa situação de desconforto.
Os marqueteiros da campanha da deputada Luana estão queimando horas e horas de pensamento, para encontrarem uma justificativa aceitável para outro problema da deputada Luana Ribeiro: o voto do pai. Aparentemente um problema simples, mas que se tornou complicado ao ser constatado o nível de bairrismo do palmense. Como explicar que nem o pai vai votar nela?!
O senador João Ribeiro é eleitor de Araguaína, cidade onde começou a sua carreira política. A razão é simples. A justificativa é que provoca uma série de dúvidas no eleitor. Se João é o "Pai-trocinador" da campanha, porque não transferiu o domicílio eleitoral para Palmas para votar na filha, cuja candidatura foi lançada no ano passado ainda?
Outra dúvida: o senador João Ribeiro não transferiu o título para Palmas porque não confiava na candidatura da filha, ou tinha de reforçar a candidatura de Ronaldo Dimas, em Araguaína? Ronaldo é do PR, e candidato a prefeito com o apoio do governador Siqueira Campos (PSDB). O PR é aliado de Siqueira em 138 municípios.
Em Palmas, a candidata do PR é oposição ao Governo. Siqueira apoia o deputado estadual Marcelo Lelis, do Partido Verde, que chegou à cidade no início dos anos 90 para implantar o paisagismo verde em Palmas, na administração do então prefeito Eduardo Siqueira Campos.
Esta dúvida que está intrigando o eleitor foi o ponto crucial para a divisão de forças no PMDB e na base do prefeito Raul Filho. A vice-prefeita, Edna Agnolin, do PDT, fez opção por apoiar a candidatura de Marcelo Lelis e abandonar a orientação do prefeito Raul Filho.O estrago maior na base oposicionista ocorreu no PMDB, onde o presidente do partido, deputado federal Júnior Coimbra, decidiu por uma aliança com o candidato governista, Marcelo Lelis.
O PMDB indicou Cirlene Pugliese para vice na chapa de Marcelo Lelis. Cirlene é vereadora e mulher do deputado estadual José Augusto Pugliese. Outros três deputados do PMDB já marcaram data de subirem no palanque de Lelis. Na dúvida, optaram por uma candidatura original.
Se quiser disputar as eleições, com chances de vitória, a deputada Luana Ribeiro terá de encontrar explicações aceitáveis para estes questionamentos. E rápido, antes que o candidato do PP, Carlos Amastha, assuma a segunda colocação nas pesquisas.
Ah, é bom lembrar que o velho Siqueira, na eleição do seu quarto mandato, venceu em Palmas com 11 mil votos de frente. Um sinal mais do que claro de que ainda tem muita gente que confia nele.
É, pois é. É isso aí.
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