Enfrentamento à pandemia no Estado domina discussões no plenário da Aleto

  • 23/Fev/2021 17h39
    Atualizado em: 23/Fev/2021 às 17h42).

A atuação do Governo do Estado e dos prefeitos tocantinenses frente à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) foi a principal discussão no plenário da Assembleia, na sessão matutina desta terça-feira, 23.

O assunto foi puxado pela deputada Vanda Monteiro (PSL), que apresentou um requerimento em regime de urgência no qual

Em sua justificativa, a parlamentar mostrou preocupação com o avanço dos casos graves da doença, e um possível colapso da rede pública e privada de saúde da capital.

“Palmas está em destaque nos jornais locais e também na mídia nacional. Estamos enfrentando a pandemia há um ano e ainda assim a prefeitura não conseguiu implantar um hospital de campanha, não vimos a ampliação significativa dos leitos e a população não foi testada”, justificou.

O requerimento de Vanda foi subscrito por vários outros parlamentares e pautou as discussões durante a maior parte da sessão.

Em seu discurso, o deputado Jorge Frederico (MDB) lembrou que desde a semana passada tem discutido o assunto, em suas redes sociais.

Para o emedebista, o reflexo disso é a “punição” dos comerciantes de Palmas. “Ficam apenas punindo os comerciantes o tempo todo, com medidas drásticas, e esquecendo de fazer seu papel [da prefeitura]”, disse, referindo-se ao decreto municipal – em vigor desde esta segunda-feira, 22 –, que proibiu o funcionamento do comércio entre às 20 horas e às 6 da manhã.

Luana Ribeiro (PSDB) também criticou a forma como o poder público municipal de Palmas tem enfrentado a pandemia. “Não compreendo o fato de a cidade de Araguaína, com receita menor que a da capital, ter um hospital específico para atender pacientes com Covid; e não é hospital de campanha, é permanente, o qual, após a pandemia, será um hospital municipal”, comparou.

Responsabilidades

Para Fabion Gomes (PL), no entanto, a responsabilidade é dos gestores de todas as esferas, portanto, todos devem ser cobrados. “Entretanto, as autoridades do país não se entendem, desde o presidente da República, aos governadores e prefeitos. Se formos cobrar da prefeitura de Palmas, temos que cobrar também das outras prefeituras. Se não de todas, pelo menos das maiores cidades do Estado”, ponderou.

Também discutiram o tema os deputados Antonio Andrade (PTB), presidente do Parlamento; Elenil da Penha (MDB); Claudia Lelis (PV); Leo Barbosa (Solidariedade); Ivory de Lira (PCdoB); Ricardo Ayres (PSB), Valdemar Junior (MDB); Amélio Cayres (Solidariedade); Junior Geo (PROS); Olyntho Neto (PSDB); Zé Roberto Lula (PT) e Valderez Castelo Branco (PP).