Governo do Tocantins apresenta para técnicos do BNDES carteira do Programa de Parcerias e Investimentos

  • 23/Fev/2021 18h07
    Atualizado em: 23/Fev/2021 às 18h15).

Reunião teve como destaque projetos que integram Concessão das Unidades de Conservação do Jalapão e do Cantão

Secretários e presidentes de autarquias do Governo do Tocantins estiveram reunidos nesta terça-feira, 23, com técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e representantes do consórcio responsável pelos trabalhos de modelagem do Projeto de Concessão das Unidades de Conservação do Jalapão e do Cantão. O objetivo foi apresentar os 25 projetos da carteira do Programa de Parcerias e Investimentos do Governo do Tocantins com destaque para aqueles que interagem com os projetos de Concessão das Unidades de Conservação.

Desde a semana passada, os técnicos do BNDES estão no Tocantins em visita aos dois parques a fim de conhecer de perto as unidades. Esta é uma fase importante para quem está trabalhando no projeto de modelagem, fase em que são feitos apontamentos do que precisa ser melhorado em cada local.

“A visita técnica terminou ontem e, hoje, nós aproveitamos para fazer uma troca de informações entre o Governo e os representantes deste grupo, mostrando outros projetos que o Tocantins possui, como a pavimentação das rodovias na região do Jalapão e a licitação para construção de um aeroporto na região. Eles precisam entender todas estas ações do Governo para que possam fazer com que estes projetos sejam valorizados”, explicou o secretário Executivo do Conselho de Parcerias e Investimentos do Tocantins, Robson Ferreira.

Robson Ferreira destacou que os dois parques contabilizam em torno de 50 mil visitantes por ano e 90% destas visitas acontecem no Jalapão. “A meta, em médio prazo, é ampliar isso para 500 mil visitantes ao ano. Ainda vale lembrar que uma vez dentro do Tocantins esses turistas vão conhecer Palmas e outros atrativos, o que vai aumentar muito os benefícios”, afirmou.

A chefe de departamento responsável pelo Projeto de Concessão de Unidade de Conservação do BNDES, Camila Carvalho Costa, disse estar encantada com as belezas naturais da região e reforçou que o projeto tem tudo para ter sucesso, mas que será necessário enfrentar alguns desafios.

“O que nós conseguimos ver foi que o Tocantins tem um potencial enorme que envolve um grande projeto com alguns desafios, como o de atrair um número maior de pessoas para que a concessão tenha expressividade. Vemos que precisamos trabalhar aproveitando toda a potencialidade do local, mas também respeitando os limites ambientais, trazendo a comunidade para ser protagonista dessa nova jornada. Queremos desenvolver algo muito consciente levando em consideração a importância das comunidades quilombolas, dos operadores do turismo local, da riqueza cultural, gastronômica e da história da população”, assegurou Camila Carvalho Costa.

Durante o encontro, a secretária de Estado da Infraestrutura, Cidades e Habitação (Seinf) e presidente da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto), Juliana Passarin, apresentou projetos de infraestrutura que estão sendo implantados ou planejados para as regiões do Jalapão e do Cantão. Já o presidente da Agência de Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), Jairo Mariano, apresentou os principais eventos do turismo de lazer, negócios, religioso e cultural do Estado e lembrou que o Tocantins tem buscado realizar parcerias privadas que possam dar uma dinâmica diferenciada também às atividades de turismo.

Fase do projeto

Por meio da fase de modelagem, que está sendo realizada atualmente, é possível identificar o que precisa ser feito em cada um dos parques e seja criado um plano que deve ser seguido pela iniciativa privada. É possível entender a vocação dessas unidades de conservação e o que é necessário melhorar para aumentar o interesse dos turistas.

Após ser criado esse plano de negócios e serem estudados todos os aspectos técnicos e jurídicos, o projeto será apresentado à sociedade organizada, órgãos e instituições, por meio das consultas públicas. Nesta fase, a sociedade vai poder dar sugestões, tirar dúvidas e apontar o que seria necessário adequar no projeto.

“Depois disso, recolhemos os apontamentos, ajustamos e o projeto pode ir para a fase licitatória, que é quando faremos um leilão na bolsa de valores com a participação de grupos nacionais e internacionais. Acreditamos que este leilão deve ocorrer no final deste ano e o responsável assuma os parques no início do ano que vem”, finalizou o secretário Executivo Robson Ferreira.