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Criado há quatro anos,
o setor Taquari foi
projetado para ser um
dos maiores bairros de Palmas,
porém, seu povoamento
não esta acontecendo no
mesmo ritmo que a abertura
de novas quadras.
“O problema é que temos quadras
que já tem toda a infra-estrutura
básica, como água e energia
elétrica, entretanto, quase não
tem casas construídas. A quadra
T 33, por exemplo, são cerca de
600 lotes, mais pouquíssimas pessoas
residem nela. O que queremos
é que primeiro seja povoada
as quadras já abertas e não que
abram novas quadras, como vai
ocorrer com a T 23, prevista para
ser aberta o ano que vem”, relata
o presidente da associação de
moradores, Elvis Tony Monteiro.
De acordo com Elvis, o que
acontece no setor é que muitas famílias
que foram contempladas
com lotes no Taquari não constróem
e como não podem repassar
ou vender o terreno, estes ficam
abandonados. “ Ao invés de abrirem
novas áreas de loteamento, o
que deveria ser feito é um recadastramento
dos donos desses lotes e
casas desocupados e já que eles não
fazem nada, passar estes terrenos
para outras famílias que não tem
onde morar”, acrescenta.
São várias as famílias que residem
no local e não tem um lote ou
uma casa, como acontece com a
dona de casa Nizailde Soares Filho,
que reside em um barracão de
tábua e lona há cerca de dois anos,
com seu marido e seus oito filhos,
sendo um adotado. “Já fizemos todos
os procedimentos necessários
para conseguir pelo o menos um
lote aqui, o que falta é a consciência
das pessoas responsáveis pelo
projeto de habitação daqui. São
várias as pessoas que querem nos
ajudar, doando materiais de construção,
mais como moramos em
uma área pública, não podemos
construir”, relata Nizailde.
De acordo com Elvis a situação
da família é complicada, principalmente
no período da chuva. “ Se as
autoridades não tivessem conhecimento
da situação família, não ficaríamos
revoltados, mais eles sabem,
já vieram até aqui e não fazem
nada. Pelo o menos esperamos
que o ano que vem a família
ganhe uma das casas, que serão
construídas nas novas quadras”,
pondera o presidente.
Segundo Nizailde nesta época
do ano a família recebe a ajuda de
muitas pessoas, que vão até sua residência
levando alimentos, roupas
e brinquedos para as crianças.
“ Já fiz o meu cadastro para receber
o Bolsa Família, mais toda vez
que vou ao banco sou informada
que meu cartão não chegou. Tenho
sete crianças e mais um adotado
e até mesmo a água e a energia
que usamos, é graças a um ‘gato’
que meu marido fez”, conclui.
Referente a infra-estrutura do
Taquari, foi aprovada para 2008
a construção da Feira Coberta,
que irá beneficiar cerca de 150
feirantes, que atualmente trabalham
com uma estrutura improvisada.
Ainda para o ano que vem, o bairro receberá uma creche e a
pavimentação das ruas e avenidas.
Segundo Elvis o principal
problema que o Taquari enfrenta,
é quanto aos serviços de correios
e da operadora de telefonia
Brasiltecom. “ É difícil você encontrar
um orelhão que funcione
aqui e quando precisamos ligar
para o 190, o número da polícia,
a ligação cai em Porto Nacional.
Nem mesmo instalar Internet no
bairro os moradores conseguem,
pois, segundo informa a operadora
o setor é considerado área
rural, por isto, os problemas com
os telefones”, informa.
Outra carência do Taquari é a
construção de uma escola municipal
de ensino e a melhoria nos
serviços de coleta de lixo, que de
acordo com o presidente, tem algumas
falhas, como no caso do
lixo que fica após a realização da
feira todo final de semana. A associação
pediu que a limpeza do
local fosse feito todas as segundas-
feiras, porém, isto não acontece
e o lixo fica lá acumulando e
causando mal cheiro.
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